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Jardim é destaque no Caderno Turismo da Folha de São Paulo

Vizinha à famosa meca ecoturistica, cidade tem rio transparente repleto de peixes que brilham sob o sol

Jardim é ignorado por visitantes de Bonito

Perto de Bonito, cidade já conhecida pelo ecoturismo, fica Jardim, de nome tão pitoresco quanto a primeira, mas menos famosa. As atrações da cidadezinha de 23 mil habitantes até então estão nos roteiros oferecidos aos turistas que visitam Bonito, mas quase ninguém percebe que mudou de cidade. Jardim fica a cerca de 60 km de Bonito e 240 km de Campo Grande e também merece o seu lugar ao sol.

Um exemplo de beleza natural? A nascente do rio Olho D’Àgua, no Recanto Ecológico Rio da Prata, onde é possível fazer flutuação em águas muito transparentes e boiar ao lado de piaus, piraputangas, dourados, matogrossose outros tantos peixes que brilham sob a água quando bate o sol.

A transparência das águas, que permite enxergar o fundo mesmo nos trechos mais profundos do passeio (que cheam a 2,5m), deve-se a presença de calcário na água. A presença desse elemento no solo é característica da região.

O passeio nesse recanto ecológico dura cerca de quatro horas e cada grupo é composto por no máximo 8 pessoas. Antes de começar, os visitantes recebem roupas de neoprene – que ajudam na flutuação -, máscaras, snorkel e botas especiais.

E assim, já preparados para o mergulho, os visitantes começam uma caminhada de cerca de 50 minutos por uma trilha ao longo do rio da Prata e do rio Olho D’Água. Placas indicam árvores como aroeiras e jenipapos, e é possóvel cruzar com animais como queixadas e até mesmo gaviões.

A caminhada termina na nascente e os turistas, suando, chegam ansiosos para mergulhar na água fresca, cuja temperatura naquele trecho fica entre 23 ºC e 25 ºC.

Mas nesse trecho é proibido dar mergulhos profundos ou fazer movimentos bruscos, para não levantar “poeira” do fundo do rio.

Na nascente do Olho D’Água, a profundidade é de 92 cm, e os peixes parecem não se incomodar com a presença dos visitantes.

Os turistas vem entrar calmamente na água para fazer o treinamento da flutuação. Não é permitido bater os pés nem ficar de pé onde não há pedras ou troncos. O uso de protetor solar e repelente também é proibidio.

A flutuação começa então pelo Olho D”Água e termina já no rio da Prata, onde o primeiro deságua. O trecho percorrido é de cerca de 2500 metros, e a flutuação dura cerca de uma hora e meia.

Para fazer o passeio, é necessário agendar e comprar um pacote por meio de agênias de turismo, pois o númeo de pessoas que podem visitar o local é limitado a 120 por dia

por: Chiaki Karen Tada

Folha de São Paulo 27 novembro de 2000 - Caderno Turismo

 

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