Observação de aves Flutuação Receptivo Rio da Prata Passeio a cavalo
Rio da Prata
  Os passeios
  Sustentabilidade
  Prêmios
  Fotos
  Vídeos
  Dúvidas frequentes
  Reportagens
  Notícias
  Ecologia
  Localização
  Onde comprar
  Informações preliminares
  Roteiro de Estudo do Meio
  Promoções
  Hospedagem
  Blog
  Youtube
  Twitter
  Orkut
  Facebook
  Fotos de visitantes - Envie a sua
  Depoimentos
  Envie cartões postais
  Papel de parede
  Receitas
  Outros passeios do grupo na região de Bonito
  Trabalhe conosco
  Links
  Contato
  Pantanal
  Receba nossa newsletter
  Nome
 
  E-mail
 
  Confirme o código abaixo
 
 
 








 
Busca

 
Notícias
 

Dia mundial das áreas úmidas: compreensão do ambiente e ações práticas são grandes desafios

Neste dia 2 de fevereiro é comemorado o Dia Mundial das Áreas Úmidas, instituído em 1971 durante a Convenção de Ramsar, na cidade de Ramsar (Irã), realizada com o objetivo de promover ações nacionais e internacionais para a conservação e o uso sustentável das áreas úmidas e de seus recursos naturais.

O Pantanal é considerado a maior área alagável do planeta, com 138 mil km², espalhados pelos Estados do Mato Grosso do Sul e Mato Grosso e ocupando ainda parte dos territórios da Bolívia e do Paraguai.

Para marcar a data, cientistas da Embrapa Pantanal (Corumbá-MS), Unidade da Empresa Brasileira de Pesquisa Agropecuária - Embrapa, vinculada ao Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento, avaliam os maiores desafios para o sistema.

A pesquisadora Emiko Resende, da área de recursos pesqueiros, diz que o grande desafio é a compreensão da área úmida. “As pessoas acham que brejos, alagados, mangues e pântanos são áreas insalubres que devem ser drenadas e destruídas. Acham que não tem função nenhuma”, afirmou.

Mas ela explica que essas áreas são reservatórios de água para a época de seca, além de contarem com grande riqueza e diversidade biológica.

“A Embrapa Pantanal é uma das empresas líderes na compreensão desses ambientes e de sua importância econômica e ambiental. As áreas úmidas têm um modo muito particular de funcionamento, que, à primeira vista, não é fácil de entender”, disse a pesquisadora.

Segundo ela, a Embrapa Pantanal, com sua equipe multidisciplinar de pesquisadores, vem contribuindo para o amplo entendimento dos mecanismos de funcionamento desses ambientes para promover seu uso sustentável.

“Por exemplo, a riqueza e abundância de peixes são reguladas pelo pulso de inundação, que é o encher e o secar do Pantanal a cada ano. Cheias grandes proporcionam altas produções de peixes e cheias pequenas, baixas. E a riqueza e abundância de uma infinidade de animais dependem desses peixes, como as aves aquáticas (tuiuiús, cabeças secas, garças, biguás, colhereiros...), as lontrinhas e as ariranhas, que os usam como alimento, e até a onça pintada, que come jacarés, que comem peixes.”

PRESSÃO

A pesquisadora Márcia Divina de Oliveira, da área de limnologia da Embrapa Pantanal, lamenta a pressão sofrida pelas áreas úmidas. “O Pantanal é uma das maiores áreas úmidas, tem muitos títulos [Reserva da Biosfera, Patrimônio da Humanidade], mas em termos de conservação está muito ruim. Sofre pressão e impactos principalmente de áreas que circundam a planície, embora dentro da planície o desmatamento também tenha aumentado”, diz Márcia.

Para ela, o Pantanal precisa de medidas mais efetivas para sua conservação. “O desmatamento provoca assoreamento dos rios. Basta ver o exemplo do rio Taquari. Não se deve eliminar as matas ciliares. O uso de fertilizantes e agrotóxicos só tem aumentado. É preciso ter ações mais práticas, que dependem de políticas públicas e também de fiscalização”, afirmou a pesquisadora.

Segundo Márcia, apesar de todos os efeitos da falta de conservação, o Pantanal ainda tem áreas naturais dentro das planícies muito importantes para a limnologia [ciência que estuda as águas interiores]. “É uma das poucas áreas do mundo que oferece ambientes naturais para a pesquisa. É como se fosse um laboratório para estudos.”

Apesar dos 23 anos de pesquisas em limnologia, o entendimento do sistema ainda está no início. “Ainda há lacunas, o ambiente úmido foi pouco estudado. Não tem muita gente estudando, não há os recursos necessários e a escala espacial é grande. Escalas muito pequenas não dão os resultados que precisamos. O acesso é difícil e caro”, afirma Márcia.

Ela diz ainda que a infra-estrutura – estações climatológicas e fluviométricas – oferece poucos dados e informações, o que dificulta o trabalho dos cientistas.

Fotos: Reynaldo Brandão

Legenda: Pantanal sul-mato-grossense: áreas úmidas têm importantes funções

Ana Maio
Jornalista - Mtb 21.928
Área de Comunicação e Negócios-ACN
Embrapa Pantanal
Corumbá (MS)
(67) 3233-2430 ramal 235

 
 

Bonito Brazil   Pantanal Ecoturismo   Mergulho   Blog de Bonito   Bonito e Pantanal   Viagem Brasil   Agência em Bonito   Ecoturismo Bonito MS    Pacotes Viagens   Pacotes   Bonito MS   Cavalo Crioulo   Rio da Prata   Gir Leiteiro   Rio da Prata   Lagoa Misteriosa  

Bonito Web - Todos os direitos reservados © 2012 - Desenvolvido por Gestão Ativa.