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Consciência ambiental dá tom no nicho de "ecobags"

Se, para o consumidor comum, sair do supermercado com as compras embaladas em dezenas de sacolas plásticas é uma cena cotidiana, para o consumidor consciente, a prática é um atentado ao ambiente.

De olho nesse público e em companhias que têm ações socialmente responsáveis, empresários estão investindo em sacolas sustentáveis ou "ecobags" - que substituem as de plástico na hora da compra.

Para ingressar nesse mercado que mistura moda com sustentabilidade, Beth Salles, consultora de moda em acessórios do Senac-SP (Serviço Nacional de Aprendizagem Comercial), aconselha o empresário a ter criatividade. "O primeiro passo é ter acesso às matérias-primas que serão usadas no produto ou a materiais diferenciados, como tecido de fio PET", ensina.

Há 11 anos trabalhando com sustentabilidade, a empresária Graça Rodrigues, proprietária da Ecosacolas, conta que não teve dificuldade em encontrar parceiros para a produção de suas bolsas. Atualmente, produz 5.000 itens por mês. "Meus maiores clientes são empresas de grande porte que distribuem as sacolas como brindes."

Mercado - Apesar de parecer promissor e ser bem difundido no exterior, o empresário que entrar no mercado de sacolas sustentáveis enfrentará desafios.

Para Walfrido Neto, sócio-proprietário da Ecobag.com.br, que produz cerca de 8.000 sacolas por mês, a principal dificuldade do negócio é a falta de consciência ambiental da população brasileira.

Já para José Goldemberg, presidente do Conselho de Estudos Ambientais da Fecomercio (Federação do Comércio do Estado de São Paulo), a principal barreira vem dos supermercados que ainda não aderiram à idéia das bolsas sustentáveis.

Elaine Guapo, 39, diretora comercial da Gatto de Rua, empresa de soluções promocionais, faz coro. Ela produz uma sacola de três compartimentos para ser usada no carrinho de supermercado. "Não tenho dúvida de que, se os supermercados vendessem o produto, ele estouraria nas vendas, porque é muito prático", diz a empresária, que patenteou a sacola.

Fonte: Folha Online

 

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